Cientistas recentemente têm usado sensores de
altíssima sensibilidade, como os SQUIDs (Dispositivos
Supercondutores de Interferência Quântica), para detectar
o campo magnético produzido pelo nosso cérebro
durante a atividade neural. Esses campos magnéticos
são extremamente fracos, da ordem de picoteslas (pT),
mas são importantes para a compreensão de como os
impulsos elétricos são transmitidos entre os neurônios. O
estudo dos campos magnéticos cerebrais abre portas para
a criação de dispositivos de diagnóstico não invasivos,
como a magnetoencefalografia (MEG), que pode auxiliar
no tratamento de doenças neurológicas.
Em comparação, o campo magnético da Terra é da ordem
de dezenas de microteslas (µT), e requerem técnicas
específicas para sua detecção.
O experimento de Oersted, realizado no início do século
XIX, demonstrou que uma corrente elétrica produz
um campo magnético ao seu redor, estabelecendo uma
relação fundamental entre eletricidade e magnetismo.
Assinale a alternativa que explica como a atividade do
cérebro é capaz de gerar esses campos magnéticos e
relacione essa ideia ao experimento de Oersted.
a) A atividade cerebral gera campos magnéticos apenas
na presença de um campo externo muito forte, o que
limita sua detecção em condições normais.
b) O campo magnético produzido pela atividade cerebral
é tão intenso quanto o observado por Oersted em seus
experimentos, podendo ser detectado facilmente por
dispositivos comuns.
c) Assim com o experimento de Oersted demonstrou a
relação entre eletricidade e magnetismo, os impulsos
elétricos no cérebro geram campos magnéticos, mas
de intensidade muito baixa.
d) Os campo magnéticos cerebrais são idênticos aos
campos magnéticos produzidos por ímãs permanentes,
de modo que sua origem não tem relação com a
atividade elétrica de neurônios.
e) Os campos magnéticos cerebrais têm origem apenas
em reações químicas e não estão relacionados a
correntes elétricas, diferentemente do experimento de
Oersted.
Resolvendo temos:
De acordo com o próprio texto o campo magnético
produzido pelo cérebro, da ordem de picoteslas, é
muito fraco em comparação com o campo magnético
criado pela Terra, da ordem de µF.
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