4 de abr. de 2026

(MACKENZIE 2025) - QUESTÃO

Cientistas recentemente têm usado sensores de altíssima sensibilidade, como os SQUIDs (Dispositivos Supercondutores de Interferência Quântica), para detectar o campo magnético produzido pelo nosso cérebro durante a atividade neural. Esses campos magnéticos são extremamente fracos, da ordem de picoteslas (pT), mas são importantes para a compreensão de como os impulsos elétricos são transmitidos entre os neurônios. O estudo dos campos magnéticos cerebrais abre portas para a criação de dispositivos de diagnóstico não invasivos, como a magnetoencefalografia (MEG), que pode auxiliar no tratamento de doenças neurológicas. Em comparação, o campo magnético da Terra é da ordem de dezenas de microteslas (µT), e requerem técnicas específicas para sua detecção. 

O experimento de Oersted, realizado no início do século XIX, demonstrou que uma corrente elétrica produz um campo magnético ao seu redor, estabelecendo uma relação fundamental entre eletricidade e magnetismo. Assinale a alternativa que explica como a atividade do cérebro é capaz de gerar esses campos magnéticos e relacione essa ideia ao experimento de Oersted. 
a) A atividade cerebral gera campos magnéticos apenas na presença de um campo externo muito forte, o que limita sua detecção em condições normais. 
b) O campo magnético produzido pela atividade cerebral é tão intenso quanto o observado por Oersted em seus experimentos, podendo ser detectado facilmente por dispositivos comuns. 
c) Assim com o experimento de Oersted demonstrou a relação entre eletricidade e magnetismo, os impulsos elétricos no cérebro geram campos magnéticos, mas de intensidade muito baixa. 
d) Os campo magnéticos cerebrais são idênticos aos campos magnéticos produzidos por ímãs permanentes, de modo que sua origem não tem relação com a atividade elétrica de neurônios. 
e) Os campos magnéticos cerebrais têm origem apenas em reações químicas e não estão relacionados a correntes elétricas, diferentemente do experimento de Oersted.


Resolvendo temos:

De acordo com o próprio texto o campo magnético produzido pelo cérebro, da ordem de picoteslas, é muito fraco em comparação com o campo magnético criado pela Terra, da ordem de µF.

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